Pavilhão do Conhecimento - Lisboa
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23.11.07
16.11.07
por
João Fialho
Considero-me uma pessoa com sorte e tive ontem uma prova disso mesmo. Eu explico.
Tinha recebido um convite pessoal para assistir ontem à noite a uma palestra do nosso conterrâneo e amigo Professor João Perdigão sobre Astronomia, a que se seguiria uma Observação dos Astros. Tudo isto na Escola EB 2,3 de Vendas Novas.
Lá fui e levei o meu filho Luis, de 11 anos. Aquilo a que assistimos foi, a meu ver, elucidativo do que pode ser o trabalho e o empenho em coisas de que se gosta. Uma palestra que nada ficou a dever, antes pelo contrário, a outras do género sobre temas diversos em que tenho participado.
Tudo feito com a facilidade de quem domina as matérias de que fala, conseguindo ao mesmo tempo chegar ao nível da assistência que tem pela frente. E podem crer que não é fácil conseguir isso. Aliás, participei há poucos dias numa "reunião de especialistas" noutra área do conhecimento, em que as apresentações/dissertações ficaram a léguas-qualitativas da palestra/apresentação de ontem à noite.
Está, naturalmente de parabéns a Escola EB 2,3 de Vendas Novas por poder aproveitar os conhecimentos, a vontade e o empenho ali demonstrados. Além disso, estamos perante um trabalho que merece um público mais alargado pois do que se trata é, muito simplesmente, de divulgação de ciência. De boa divulgação, feita por quem sabe.
Amigo João, muito obrigado pelo convite. Quando houver mais ...
Tinha recebido um convite pessoal para assistir ontem à noite a uma palestra do nosso conterrâneo e amigo Professor João Perdigão sobre Astronomia, a que se seguiria uma Observação dos Astros. Tudo isto na Escola EB 2,3 de Vendas Novas.
Lá fui e levei o meu filho Luis, de 11 anos. Aquilo a que assistimos foi, a meu ver, elucidativo do que pode ser o trabalho e o empenho em coisas de que se gosta. Uma palestra que nada ficou a dever, antes pelo contrário, a outras do género sobre temas diversos em que tenho participado.
Tudo feito com a facilidade de quem domina as matérias de que fala, conseguindo ao mesmo tempo chegar ao nível da assistência que tem pela frente. E podem crer que não é fácil conseguir isso. Aliás, participei há poucos dias numa "reunião de especialistas" noutra área do conhecimento, em que as apresentações/dissertações ficaram a léguas-qualitativas da palestra/apresentação de ontem à noite.
Está, naturalmente de parabéns a Escola EB 2,3 de Vendas Novas por poder aproveitar os conhecimentos, a vontade e o empenho ali demonstrados. Além disso, estamos perante um trabalho que merece um público mais alargado pois do que se trata é, muito simplesmente, de divulgação de ciência. De boa divulgação, feita por quem sabe.
Amigo João, muito obrigado pelo convite. Quando houver mais ...
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Ciência
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6.9.07
por
João Fialho
Pensava eu que estava livre de ciclones, regiões de baixas pressões e outras turbulências do género. Afinal, vai-se a ver, tenho um ciclone mesmo na minha casa. Mais propriamente, na casa de banho. Espantoso. E tudo isto sem eu o saber, ... até ontem.
O amigo leitor deve ter ficado admirado e, de certeza, muito céptico em relação ao que leu. Não me admiro. Eu também ficaria. Mais duvidoso ficará se eu lhe disser que, se calhar, o mesmo se passa consigo. Ou seja, talvez você também tenha um ciclone na sua casa e não saiba disso. Eu passo a explicar.
Começo por dizer que o culpado disto tudo é um senhor que dá pelo nome de Jorge Buescu, pois tive conhecimento deste fenómeno através do seu livro de divulgação de ciência - "O Fim do Mundo Está Próximo?".
Num dos capitulos ("O caso do chuveiro assombrado"), o autor conduz-nos através daquela situação que se caracteriza, durante um duche na banheira, pelo facto de a cortina ter tendência para se colar ao nosso corpo. Pensava eu, na minha ignorância sobre o assunto, que tal se devia à diferença de pressão entre a parte de dentro e a parte de fora da banheira (mais concretamente da cortina), por causa da ascenção do ar aquecido pelo duche, no interior da banheira.

Verm agora Jorge Buescu explicar-nos que não! não se deve a nada disso, porque o efeito é o mesmo ainda que o duche seja com água fria (ora eu, não sei porquê, nem tinha reparado nesse pormenor). O fenómeno, que foi descoberto por David Schmidt, deve-se ao facto de se criar uma espécie de vórtice cujo centro, tal como o centro de um ciclone, ser uma região de baixas pressões. Ou seja, quando você toma um duche, isso acaba por originar a criação de um pequeno ciclone vertical na sua casa de banho e é isso mesmo que provoca a sucção da cortina do chuveiro.
Palpita-me que o amigo leitor, tal como eu, não sabia disto. E também como eu, é bem provável que se lembre do fenómeno no seu próximo duche.
David P. Schmidt é um jovem engenheiro mecânico, Professor Associado de Engenharia Mecânica e Industrial na Universidade de Massachusetts.
Jorge Buescu é português e Professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É licenciado em Física, Mestre e Doutorado em Matemática e autor de dezenas de artigos científicos e de mais de uma centena de artigos perdagógicos e de divulgação.
Dos seus 5 livros publicados, já li e aconselho vivamente os 3 que foram editados entre nós:
O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias (2001)
Da Falsificação de Euros aos Pequenos Mundos (2005)
O Fim do Mundo Está Próximo? (2007)
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