Tantos sonhos...tantas ilusões!
Tantos devaneios que idealizei!
Os sonhos as ilusões jamais concretizei,
Os devaneios findaram em decepções
Tantos desgostos por frustrações
Com que ao longo da vida deparei
Só porque a verdade sempre usei
Confiando em todos os corações
Os sonhos, as ilusões, os devaneios,
Os desgostos, as frustrações meus anseios,
Se conjugaram p'ra me martirizar
E já no fim da vida caí desiludido
A alma a sangrar o coração partido
E chorei por nada mais me restar
João M. Grazina (Jodro)
21.1.08
3.1.08
É o tempo em laboração anos a forjar
Se o Ano Velho nele morreu
Logo um Ano Novo em pleno nasceu
É a vida continuamente a andar
.
E o Homem com esp'rança a esperar
Melhor que o passado ano lhe deu
Coisas que desejou, pretendeu,
E que não conseguiu alcançar
.
Mas festeja o início do ano com alegria
Desde a meia-noite até ao romper do dia
Brindando, gritando veemente
.
E come e bebe com prazer
O que lhe correu mal é p'ra esquecer
Só um bom ano tem em mente
.
João M. Grazina (Jodro)
.
Desejo a todos os colegas do
"Atribulações" um Ano Novo
muito feliz.
. "Jodro"
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19.12.07
Um dia para salvar a Humanidade
Deus divinamente meditou
E um menino sublime formou
No ventre de Maria em pura castidade
.
E p'ra semear p'la Terra solidariedade
O fez nascer e a homem o passou
De humildade e saber o dotou
E o fez mensageiro do amor e verdade
.
E o menino por Deus concebido
Jesus Cristo, nome talvez escolhido,
Por Maria iluminada pelo Senhor
.
Foi o menino Jesus em apogeu
Nascendo e o Natal assim floresceu
Não mais secando sua linda flor
.
João M. Grazina (Jodro)
.
.
(Jodro)
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9.12.07
O meu bairro lembra um lindo monte
Com galinhas e galos a cantar
Cães sem tino p'las ruas a ladrar
Cegonhas planando no seu horizonte
.
Pardais e pombos sem que nada os afronte
Irrequietos sobre o casario a voar
Gatos p'los telhados a deambular
Água cristalina a brotar duma fonte
.
Junto a chafariz grandioso
Que um monarca famoso
O Magnânimo, mandou construir,
.
O meu bairro é povo harmonia
Nele m'inspirei e nasceu minha poesia
Verdade que me limito a colorir
.
João M. Grazina (Jodro)
.
O bairro era pequeno bem como as suas casas e os quintais, onde os donos criavam galináceos, daí os galos a cantar. Presentemente o bairro está desvirtuado, porque invadido pelos grandes imóveis que assim o determinaram. Acrescento que foi no Bairro do Chafariz que despertei para a poesia e este poema foi dos primeiros que idealizei e escrevi.
.
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29.11.07
Ninguém a mal deve levar
Quem alhos e bugalhos não sabe discernir
Nem tampouco por inocência definir
Porque se lutou e morreu no Ultramar
.
Da verdade fica a duvidar
Da razão, do amor, do bem sentir,
E fica sem maldade a carpir
Só para se justificar
.
Mas na vida a caminhar sem canseira
Sempre houve e há-de permanecer
A certeza e a asneira
.
A última por vezes sem mal querer
Acontece quer se queira ou não queira
As coisas serão sempre o que têm de ser!
.
João M. Grazina (Jodro)
.
Acrescento que "Heróis Portugueses" não foi mais que prestar a minha homenagem e prova de amor, aos que lutaram e principalmente aos que morreram nessas guerras sem serem culpados que tivessem acontecido. Inocentes dignos das nossas lágrimas de tristeza, vertidas com profundo amor por eles.
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23.11.07
Não me alongo mais para não cansar, a razão porque na minha poesia utilizo em maior percentagem o soneto, por ser uma composição poética mais pequena, para assim não saturar quem me lê, se é que há alguém que com isso se preocupe!
Com carinho
João Grazina
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21.11.07
Da primeira Grande Guerra combatentes
Solidários com outros povos lutaram
Contra a opressão e sublimes derramaram
Seu sangue, destemidos, heróicos, valentes
.
Em terras do ultramar corações frementes
Valores do passado mais alto falaram
E sangue generoso a derramar voltaram
P'la Pátria, p'la honra, magnificentes
.
Talvez no rei conquistador a meditar
Nuno Álvares Aljubarrota a ganhar
Gama e outros de ilustres gerações
.
Os peitos de orgulho lusitano arfando
Quem sabe se mesmo ufanos murmurando
Estrofes épicas dos Lusíadas de Camões
.
João M. Grazina (Jodro)
.
Concordo plenamente porque verdade nua e crua, com tudo o que o Sr. Coronel Mourato Talhinhas transmitiu para o papel, foi um desabafo a sofrer, tenho a certeza. Quando em actividade temos valor, muito ou pouco mas temos, depois, inactivos, arrumam-nos numa prateleira expostos ao pó que nem sequer têm o cuidado de limpar.
Por admiração aos que lutaram na Primeira Grande Guerra Mundial e na do Ultramar, dedico este poema que concebi emocionado.
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11.11.07
O pior é quando uma pessoa morre
Quando uma vida veio a acabar
Lembro porque ouço o sino a dobrar
Agora já só Deus a socorre
.
E como nenhuma oração me ocorre
Porque pouco ou nada sei rezar
Fico sua vida a lamentar
Sem que qualquer lágrima de mim jorre
.
Fito abstracto o firmamento
Até o som do sino não mais ouvir
Tenho morto o pensamento
.
Que não se consegue definir
Que só encerra em si o lamento
Por mais uma vida se extinguir
.
João M. Grazina (Jodro)
.
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2.11.07
Lindas esperanças me acalentaram
Lindamente delas me trajei
Cismando-as em belas danças m'embalei
Enquanto sumptuosas me trajaram
.
Mas meus jovens anos exalaram
E os trajes d'esperança que ostentei
E os passes fantasiosos que dancei
De figurativo não passaram
.
As esperanças foram-me morrendo
Suas cores se desvanecendo
Como que vestígios dum brocado lindo
.
E a desesperança em meu ser ficou
Porque das esperanças nada sobrou
Delas me ficou um travor amargo infindo
.
João M. Grazina (Jodro)
Devaneando: Versos que brotaram do meu coração, num momento de desânimo, após ter sofrido grave acidente de viação (corria o ano de 1957) onde lutei contra a morte que ultrapassei mas que me deixou durante alguns anos fisicamente incapacitado, impossibilitando-me de seguir a carreira que gostava e que exigia esforço físico e assim não fui o que desejei ser mas o que a sorte quis:
...
"Em vez de estrada bem asfaltada
Calhou-me vereda de espinhos juncada"
Acontece a todos os mortais de que faço parte, nem sempre a vida correr de boa feição. A razão do presente poema, não foi mais que exprimir a profunda mágoa que me torturou, naqueles já distantes anos da minha juventude.
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24.10.07
Morre a noite nasce o dia
Quando o Sol no horizonte aparece
Que ao Homem a Terra alumia
E em simultâneo o aquece
E a noite lentamente se esfumando
Deixa a manhã orvalhada
Que o Sol diligente vai secando
De maneira ardorosa mas cuidada
Porque pelo campo há mimosas flores
De verdejantes plantas a brotar
A quem dedica os seus amores
E que lá do alto gosta de beijar
E sobre a Terra passa imponente
P'lo espaço a cavalgar d'elmo dourado
A noite afastando omnipotente
A dar vida ao dia por ele conquistado
Que embeleza, movimenta, aviva,
Com a luz que possante carrega aos ombros
Sem a qual a Terra não passaria d'escombros
Pelo celeste infinito à deriva
João M. Grazina (Jodro)
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16.10.07
Borboleta que encantadora voa
Bela, de branco vestida,
Cor da paz p'lo Homem incompreendida
Que em palavras vãs a apregoa
Esvoaça como que dançando à toa
Despreocupada, p'las flores enternecida,
Descansando nesta e naquela distraída
As asas lhe semeando amor com feição boa
Mas eis que meiga criança apareceu
Com a branca diva se envolveu
Na mais cândida inocência
As duas pelo campo dançaram
A paz ao Homem ensinaram
Com genuína complacência
João M. Grazina (Jodro)
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7.10.07
O Outono acabou por chegar
De semblante triste como é seu costume
Maneira de ser que natural assume
Dos olhos negros lágrimas a deitar
Sobre as árvores a tombar
E demais flora qu'a Natureza resume
A tratá-lo com indisfarçável azedume
Parecendo dele não gostar
Mas a mim me seduz o Outono
Porque belo de melancólico tristonho
Que me penetra de profundo amor
Com o cair da chuva sobre a terra
Nas árvores cheias de fruta à espera
Para ofertar a todos com amor
João M. Grazina (Jodro)
Devaneando: Outono, período do ano da minha afeição, onde nos irmanamos na mesma maneira de sentir a vida, ele triste na Natureza eu na Humanidade a olhá-la em decadência, desprovida d'amor puro.
Sublime Outono, abraçando-me carinhoso, a que correspondo emocionado dedicando-lhe este poema que do coração me brotou, com a simplicidade com que me vestiu a Natureza e que aceito com naturalidade, desprezo a vaidade e há tanta por aí!
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5.10.07
Gostei e gosto do trabalho fotográfico com que nos presenteia o nosso atribulante companheiro João Fialho, o incentivo a continuar porque há arte, veia fotográfica, que de si emana com naturalidade, são disso prova as excelentes imagens que consegue neste tema que me deixam agradavelmente surpreendido ao contemplá-las, considero-as excelentes, a minha sincera admiração pelo artista que de súbito surgiu e muito bem entre nós, que prevejo ir mais além, assim o desejo, e fico meditando que talvez vá sensibilizar outros colaboradores do "Atribulações" nesta ou em qualquer outra arte que goste e para a qual tenha vocação! Não gosto das palavras "obrigado" e "parabéns" porque as considero banais, amarradas ao formalismo.
João Grazina
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29.9.07
A morte concede o moral direito
Ao Homem quando sua vida findar
A homenagem e o respeito
De pessoas seu corpo velando a chorar
.
Umas choram com desgosto sincero
Outras com desgosto por definir
E Deus omnipotente olha e austero
Nota muitas chorando a fingir
.
As que vertem lágrimas sentidas
São as que o morto já desperta saudade
As indulgentes de bondade definidas
Transparentes de amor, de verdade
.
As que vertem lágrimas por emoção
Porque o momento é dramático, triste,
São frágeis, são a indefinição,
Só debilidade nelas existe
.
As que vertem lágrimas fingidas
O acto é puro prazer, entretenimento,
Suas mentes baixas, enegrecidas,
Vão falando do alheio a passar o tempo
.
O morto não as ouve, dorme no caixão,
Um sono que nunca mais vai acabar
Pessoas em seu redor com e sem comoção
Poucas penando, muitas sem penar
.
Tanto cinismo, falta de sentimento,
Tantos corações mal formados, tortos,
Esquecem que também terão seu julgamento
Porque também um dia serão, mortos
.
E revoltas em mim comprimidas
Ao ver tanta farsa, tanto fingimento,
De falsas lágrimas p'los dedos espremidas
Entristecem meu coração, meu pensamento
.
Que pressentindo a extremosa
E desejada presença de Nosso Senhor
Rogam-lhe em prece fervorosa
Meu Deus, converte-as ao bem, ao amor
.
João M. Grazina (Jodro)
.
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"Jodro"
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27.9.07
Porque achei interessante o que uma leitora disse acerca do poema da minha autoria "Homem! Estima a Natureza! (Tu és Natureza!)" e publicado no "Atribulações", em que, em sua opinião, as intenções no poema são boas, o que falta é o Homem comportar-se como verdadeiro ser da Natureza, estou plenamente de acordo porque é, infelizmente, uma grande verdade, mas vou mencionar um verso dum poeta que não sei quem é e que canta a fadista Maria da Fé "Cantarei até que a voz me doa" a que me solidarizo dizendo que também o meu coração clamará a verdade, o bem, o amor até deixar de bater, até ser amordaçado pela morte.
Li também o último post escrito pelo "Observador", que está muito bem e que inicia com a frase do professor Agostinho da Silva "O Homem não nasceu para trabalhar, mas para criar" em que não estou de acordo, porque se não trabalha como é que cria, como é que concebe qualquer obra seja em que arte for! Então o escritor (prosador ou poeta), o pintor, o escultor, o arquitecto e por aí adiante, como é que engendram qualquer obra sem trabalhá-la! Por conseguinte, o criar, o trabalhar conjugam-se, um não vive sem o outro, o filósofo ou pensador também erra, as suas ideias não são verdade absoluta, toda a pessoa que disser que nunca errou mente, só que uns erram mais que outros, naturalmente! não há ninguém, mas mesmo ninguém perfeito.
(O Homem cria trabalhando)
João Grazina
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20.9.07
Homem! Não trates mal a Natureza
Não acabes na Terra com a vida
Co'a mais bela dádiva por ela oferecida
A água pura que de si brota com leveza
Homem! Não a conspurques com tua vileza
De só o lucro em tua mente denegrida
Não deixes a criança há pouco nascida
Na Terra sem solução, sem defesa
Modera-te, sê sensato!
Não aviltes o mais sublime acto
O amor por todos, Natureza a florir!
Despreza o lucro, vil peçonha!
Envereda p'lo amor sem vergonha
Deixa a criança vindoura a sorrir
João M. Grazina (Jodro)
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16.9.07
Tecer posts, comentários, opiniões sobre casos, sobretudo os mais complexos que ocorrem por todo o Mundo (as passagens da vida!), têm a minha inteira aprovação desde que construtivos, delineados com sensatez e o mais possível igual à razão, mas infelizmente, há por aí quem se dedique a só destruir, isso não, esses são os que lavram e semeiam mal, bem não o sabem fazer, foi assim que a Natureza os talhou, paciência!
Sobre o caso "Maddie" que a mim e penso que a todos deixa perplexos, pelo que de hediondo e abominável contem e o mistério indecifrável a isso conjugado, faz-me delirar meditando, se houvesse o fio de Ariadne a puxar-nos para nos tirar deste labirinto, mas não há e assim ali ficamos às voltas sem conseguirmos de lá sair, por conseguinte, limitemo-nos a conjecturar com moderação aguardando os acontecimentos, mas foi mais minha intenção com este arrazoado, dar os parabéns ao "Atribulações" pelo excelente elemento que dele passou a fazer parte, a professora Gina Pinto com quem já tive o privilégio de trocar algumas impressões por escrito, nada a ver com o caso "Maddie", entenda-se, é uma pessoa sensata, culta e forte em filosofia vocacionada para o bem, tão essencial à Humanidade, superior a ela só o estóico e mártir filósofo grego Sócrates, uma pequena graça, benvinda ao nosso grupo, estou plenamente solidário com ela bem como com todos os atribulantes, atribulados a bem fazer, que é como quem diz a bem escrever.
E agora um senão pois que não concordo com a expressão "Cabecinha pensadora", a professora Gina tem capacidade e inteligência de sobra para imaginar, criando uma frase da sua autoria, assim é como que plágio, estou a ser inconveniente! Sinceramente que é amistoso.
João Grazina
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12.9.07
Vejo no azul celeste cirandar a Lua
Que olha com ternura a Terra e o Mar
Que lhe retribuem com enlevo seu olhar
E a consideram companheira sua
Como ela divinamente flutua
Murmuram ao vê-la alva passar
Lembrando-lhes linda noiva que vai casar
Que meiga em seus corações se insinua
E a Terra com os animais por ela andando
E o Mar com os peixes por ele nadando
E a Lua a olhá-los com brandura
E eu sentindo do seu todo fazer parte
Poesia lhes consagro com ou sem arte
Mas que de meu ser nasce sentida e pura
João M. Grazina (Jodro)
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4.9.07
Observo as andorinhas a enfileirar
Sobre os fios que trazem luz à minha rua
Olhando-as meu pensamento insinua
Da sua longa viagem acabaram de chegar
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Felizes tagarelam após intenso voar
P'lo espaço celeste onde flutua
O doirado Sol e a branca Lua
Elas querem seus filhos portugueses formar
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Seu trajar de preto e branco enternece
Seu voar elegante e veloz extasia
Seus ninhos unidos nos beirais mais parece
««»»
Aglomerado de castelos em fantasia
Cantando, acasalando como lhe apetece,
Formam lindo bairro d'alegria
João M. Grazina (Jodro)
Há períodos em que pousam nos fios condutores de electricidade que se estendem ao alto na rua, é encantador ver a quantidade destas aves que ali se juntam, foi olhando-as que me surgiu o poema que aqui divulgo. Acrescento que me enterneço a observá-las quando em azáfama na construção e em volta dos ninhos, que de barro esculpem plenas de habilidade.
"Jodro"
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