24.1.08

Da próxima vez, vou votar CONTRA.



Tomei uma decisão importante de âmbito político. Estou amargo, estou frustrado, estou revoltado, estou desiludido, estou tudo aquilo que quiserem. Aconteça o que acontecer até ao final desta legislatura, já nada fará mudar o sentido do meu voto nas próximas eleições legislativas.


Até hoje sempre votei convicto que a minha opção era aquela que eu acreditava ser a mais capaz de governar os destinos do meu país. O exercício do direito de voto foi assumido por mim sempre pela positiva.


Da próxima vez será diferente, vou posicionar-me precisamente do lado contrário - seja ele qual for - vou votar CONTRA. Contra o partido do Governo e Contra os representantes eleitos com a ajuda do meu voto.


O que se está a passar com as pretensas reformas no sector da Saúde é apenas um exemplo, entre outros, de má governação, de opções erradas e mal explicadas, que defraudaram as expectativas de muitos de nós.


O ciclo infernal das más notícias parece não ter fim à vista. As desculpas sobre a conjuntura internacional já não nos convencem. Basta de incompetência e basta de equívocos. Exigimos mais imaginação e que governem a pensar em nós.


Porque será que este país está cada vez mais pobre, cada vez mais inseguro e cada vez mais desigual?


Os idosos estão mais desprotegidos do que nunca e a legislação que pretensamente existe para os defender não é respeitada. Assistimos a abusos de toda a espécie e a impunidade grassa nos sectores mais críticos, como é o caso da Saúde. O acesso à justiça é só para alguns. A mentira, a prepotência e o abuso do poder estão cada vez mais presentes nas decisões dos que ocupam cargos relevantes.


Nada parece funcionar no país do desenrasca. É o desemprego, o aumento dos impostos, o descrédito na justiça, a insustentabilidade da segurança social, o crédito mal parado, e a crise - mãe de todos os fantasmas - que veio para ficar. Convivemos diariamente com o medo. Medo de amanhã poder ser pior do que hoje e muito pior do que ontem.


Esperava bem mais deste Governo de maioria absoluta que eu ajudei a eleger. Da próxima vez, já decidi. Vou votar CONTRA… seja lá o que isso for.


MFQ



4 comentários:

alentejodive disse...

Amigo Manuel Filipe.

Compreendo o seu estado de espírito. E não acredito que esteja sozinho nesse sentir.

Quanto ao panorama que descreve neste seu post, faltar-lhe-á talvez um aspecto importante: é que o nosso país não tem sido bafejado pela sorte que outros têm tido, no que respeita às capacidades demonstradas, na prática, pelos seus governantes.

O que é, a meu ver, um mal muito nosso e que já vem de longe.

Apesar disso, não se esqueça que "o povo tem a memória muito curta". Digo eu.

Anónimo disse...

... / ...

O “POST” NO AL, ENTRE CENTENAS, QUE EU NUNCA GOSTARIA DE TER ESCRITO!

Agora que está, oficialmente, anunciada a “morte”, inesperada e prematura, do AL, e sem querer cair numa espécie de elogio fúnebre, quero aqui manifestar o meu reconhecimento pelo elevado contributo, a diferentes níveis, que o AL me deu ao longo de todo este tempo tal como, estou certo, a tantos outros vendasnovenses espalhados pelos quatro cantos do mundo; é uma perda difícil de reparar e que nos ficará a fazer muita falta, particularmente àqueles que estando mais distantes, encontravam no AL, para além de um fórum de debate, às vezes bem aceso, entre amigos internautas, um meio rápido dinâmico e multidisciplinar de ligação à sua região ou terra natal.

Ao dedicado administrador do AL, senhor João Fialho, um amigo conquistado na blogosfera e que um dia terei, assim espero, o grato prazer de vir a conhecer pessoalmente, quero apresentar os meus agradecimentos pelo excelente trabalho que realizou, muitas vezes com prejuízo da família ou do seu merecido descanso, da forma isenta e exemplar como sempre conduziu o seu Blogue, algumas vezes, injustamente incompreendido, e desejar-lhe as maiores felicidades na sua vida profissional e familiar.

Gostaria imenso de não ter de vir a enganar-me quando penso, e quero continuar a pensar, que o “bichinho” da blogosfera continuará vivo e a germinar na mente do nosso amigo João Fialho e que o regresso do AL, nesta ou noutra qualquer versão, mas seguramente ainda mais fortalecido, será apenas uma questão de tempo. Assim espero!

Muito obrigado e até breve!

Mário Pinelas

Nota: Se não é pedir muito ao Sr. João Fialho, gostaria que desse a este meu último “post” no AL um destaque de “1ª página”, não porque eu queira assumir qualquer espécie de protagonismo, mas porque entendo da mais elementar justiça a divulgação, alargada, do reconhecimento que tenho/todos temos para consigo.

bordadagua disse...

Ao ler o artigo do colaborador do AL assinado por MFQ só me resta relembrar o poeta em:

Trova do vento que passa

".....
.Pergunto ao vento que passa
.Notícias do meu País
.E o vento cala a desgraça
.O vento nada me diz
.....

.Pergunto aos rios que levam
.Tanto sonho à flor das águas
.E os rios não me sossegam
.Levam sonhos deixam mágoas
.....

.Levam sonhos deixam mágoas
.Ai rios do meu País
.Minha Pátria à flor das águas
.Para onde vais ? Ninguém diz
....."


Saudações amigas.

donald disse...

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