10.1.08

No deserto, jamé! jamé!




Já todos sabemos que grande parte da nossa "ilustre classe política" tem, digamos assim, alguma flexibilidade de princípios. Depende muito das circunstâncias. É por isso que há quem num momento sugira que sim e no momento seguinte diga que não com a maior desfaçatez. Para, logo a seguir e se tal se impuser, defender que talvez. Dito de outra forma: temos verdadeiros contadores de histórias.

Dito isto, ouvimos hoje o nosso primeiro em directo na TV a dizer que o senhor ministro (aquele a quem ainda vamos ficar a dever um grande favor) não quiz dizer aquilo que disse, pois só disse o que lhe tinham dito. Ou qualquer coisa assim. Pronto.

Mas o melhor mesmo é cada um fazer a sua própria leitura sobre esta coisa do "no deserto, jamé", por exemplo através deste vídeo.



3 comentários:

bordadagua disse...

Campanha para " Que nome a dar ao novo aeroporto?":

-Aeroporto do Montijo?
-Aeroporto do Campo de Tiro de Alcochete?
-Aeroporto de Benavente?
-Aeroporto de Santo Estêvão?
-Aeroporto de Canha?
-Aeroporto das Taipadas?
-Aeroporto do Alto Alentejo?
-Aeroporto das Lezírias ?
-Aeroporto da OTA em Campo de Tiro de Alcochete?
-Aeroporto da Ota na margem Sul do Tejo?
-Aerporto Jamais Jamais Jamais?
-Aeroporto Mário Lino?
-Aeroporto do LNEC?
-Aeroporto Socrates na Ota mas na Margem Sul?

Saudações.

bordadagua disse...

"Ná"... já não me entendo nesta encruzilhada?

Primeiro Sócrates criou em Alcochete o "Freeport"?

Agora em Benavente/Montijo criou o "Airport"?

E por cá o que é que ele irá oferecer a V.Novas ?

Marco António disse...

... / ...

È comum dizer-se que “só os burros é que não mudam”…

Ora o ministro Lino, que não é burro, personifica o imenso universo humano, e de grande dispersão política, que ao longo de 10 anos, ou mais, considerou a Ota como a localização, única, para a construção do novo aeroporto de Lisboa; foi ele, de facto, que deu a cara na defesa, intransigente, de um projecto que muitos outros, e não com menos responsabilidades políticas, defenderam, de forma mais directa ou velada, durante anos.

Por outro lado, convirá dizer que um ministro de um qualquer governo, de esquerda, centro ou direita, tanto faz, actua em função daquilo que é o seu melhor entendimento sobre as coisas, mas não pode descurar as directrizes do governo ao qual pertence.

Crucificar, na praça pública, o ministro Lino como o grande e único responsável por ter mudado de opinião sobre a Ota, parece-me uma atitude injusta e desproporcionada; defenderia a sua demissão imediata se, pelo contrário, confrontado com uma decisão do governo fundamentada em estudos profundamente analisados pelo LNEC, o ministro Lino, ao arrepio do 1º. Ministro, continuasse a dizer que a melhor solução seria a Ota.

Além do mais, o ministro Lino até nos divertiu imenso ao longo destes últimos meses -quem não se terá rido dele ainda que sem muita vontade? -, motivo pelo qual me parece da mais elementar justiça termos agora para com ele alguma dose de compreensão e benevolência…