22.1.08

TGV passa por Vendas Novas - 3




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São diversas as fontes de informação sobre esta questão do TGV. Desde logo, o site da Rede Ferroviária de Alta Velocidade - RAVE, SA, onde se podem encontrar elementos respeitantes à Avaliação de Impacte Ambiental do
Troço Moita/Montemor-o-Novo (Eixo Lisboa-Madrid, Lote 3A2): [link1] - [link2].

Depois, também existe alguma, embora escassa, informação nos sites das Câmaras Municipais abrangidas por este traçado. É este o caso de Vendas Novas.

Existem, além disso, outros locais onde se pode encontrar informação sobre esta matéria, como seja o site do Instituto do Ambiente.

Nesta fase, quer-me parecer que a melhor fonte de informação será mesmo o Resumo Não-Técnico do Estudo de Impacte Ambiental.



8 comentários:

bordadagua disse...

Excelente trabalho do amigo Alentejodive.

Ontem mesmo dei-me à curiosidade de ir à Camara Municipal e dar uma espreitadela aos mapas na escala 1:25000 e interrogo-me tambem por outro estudo que foi feito hà cerca de 10anos sobre o futuro traçado da via rodoviária alternativa à N4.

Quem o puder consultar,um dos traçados coincidia mais coisa menos coisa com um dos actuais traçados para o TGV ou seja aquele que passa junto ao limite sul da herdade do Monte Branco!....ligando "grosso modo" Bombel à Marconi.

Face aos dois empreendimentos com grande impacte ambiental qual será a resposta dos nossos autarcas?

Por onde irá passar a alternativa rodoviária à N4?

Porque razão o traçado do TGV que passa a Sul das Silveiras e junto à estaçao ferroviaria de Cabrela se afasta da A6 para vir em direcção aos foros da Afeiteira?

Estamos a falar de estudos e de projectos.....

E já agora porque razão o lado Norte de V.Novas é intocável:
-CASA BRAGANÇA-POLIGONO DE TIRO (em fase de desactivação por causa do NAL em Canha/Montijo),--PARQUE INDUSTRIAL,???

MÁRIO ANTÓNIO disse...

... / ...

Quando hoje pela manhã “batia umas bolas” na Aroeira com alguns amigos, um dos quais tão vendasnovense quanto eu, aflorámos, exactamente, o mesmo assunto da variante, invariável, à N4 e de que há tantos anos se tem vindo a falar; ambos chegámos à conclusão de que se, como parece, está descartada a hipótese de um traçado a norte do concelho de Vendas Novas para o TGV e, incondicionalmente, esse traçado terá de ser a sul, então que o seja o mais a sul possível no sentido de deixar reservada uma faixa, imediatamente a norte, quase paralela, e destinada a essa tal variante.

Na hipótese contrária, isto é, o traçado do TGV mais a norte do eixo sul, penso fazer-me entender, onde é que um dia poderá vir a passar a tal variante à N4? Ou isso é assunto arrumado e irá ficar tudo invariável como até aqui?

Qualquer que venha a ser a decisão final, parece estar já bem claro de que a cidade de Vendas Novas ficará, inevitavelmente, espartilhada a norte com a linha de comboio já existente, com o polígono militar, em vias de desactivação, e Fundação Bragança, e a sul com a auto-estrada, com o traçado do TGV e, mais ano menos anos, e bom seria que fosse quanto antes, com a tal variante à N4.

Vendas Novas cidade jardim (?), ou Vendas Novas cidade espartilhada, vamos a ver o que o futuro nos reserva, mas não me parece que haja razões para sorrir…

alentejodive disse...

Caro Bordadagua.

"Por onde irá passar a alternativa rodoviária à N4?"
Tanto quanto julgo saber, ..., essa alternativa rodoviária à EN4 vai continuar a não passar do papel. Por muito tempo.


"Porque razão o traçado do TGV que passa a Sul das Silveiras e junto à estaçao ferroviaria de Cabrela se afasta da A6 para vir em direcção aos foros da Afeiteira?".
Essa é uma boa pergunta. Também teria muita curiosidade em saber a resposta.


"E já agora porque razão o lado Norte de V.Novas é intocável ..."
Mais uma vez, partilho consigo a expectativa de vir a saber a resposta. Ainda para mais, agora que o Polígono de Tiro da EPA, segundo consta, poderá vir a ter uma utilização algo diferente daquela para a qual tem estado guardado.

Obrigado pela colaboração e pelos comentários bastante pertinentes.

alentejodive disse...

Caro Mário António.

Terá razão no seu raciocínio sobre qual o melhor traçado, se partirmos do princípio que haverá lugar, no futuro, à construção de uma variante à EN4 a sul de Vendas Novas. No entanto, também se deverá equacionar, de entre os dois traçados propostos para a zona da Afeiteira, qual deles será o que menos afecta as populações residentes e os proprietários de terrenos agrícolas ou outros.

Quanto ao que diz sobre o slogan "Vendas Novas cidade jardim", pois eu acho que é um tipo de marketing que até tem a sua graça.

ENTÃO JÁ HÁ ANOVIDADES EM RELAÇÃO AO MODELO EM VENDAS NOVAS????

MÁRIO ANTÓNIO disse...

... / ...

Caro Alentejodive,


Muito obrigado pelo seu esclarecimento e permita-me que a propósito do slogan publicitário “Vendas Novas Cidade Jardim”, pegue na sua afirmação de que é “um tipo de marketing que até tem a sua graça”, para dizer o seguinte:

Não duvido que até possa ter a sua graça, diria até que pode ser considerado um slogan algo hilariante e susceptível de poder configurar uma situação, condenada por lei, de publicidade enganosa; mas, tal como se diz no mundo da publicidade, os slogans são como os espermatozóides, em milhões aproveita-se um, pelo que este de “Vendas Novas Cidade Jardim”, não sendo um slogan muito natural mas que parece querer fertilizar, vou-lhe chamar a partir de agora, e por analogia, um slogan “in vitro”…

alentejodive disse...

Caro Mário António.

Sobre "Vendas Novas cidade jardim", o que quis dizer foi:

"um tipo de marketing que até tem a sua graça” ... e, a meu ver, não mais que isso.

MÁRIO ANTÓNIO disse...

... / ...

Meu Caro,

Percebi, na perfeição, o que nos quis transmitir com a sua expressão alusiva ao marketing.

Não adulterei, acrescentanto ou diminuindo, objectiva ou subjectivamente, coisíssima nenhuma, e tudo o que eu escrevi, com maior ou menor graça -mentiria se não lhe dissesse que tentei ter alguma graça - a propósito do slogan e, obviamente, daquilo que ele traduz da realidade que me é dada constatar, é da minha inteira responsabilidade, apenas e só isso e pelo tempo que o Senhor entender conceder-me este espaço..