4.9.07

Ternas Andorinhas




Observo as andorinhas a enfileirar
Sobre os fios que trazem luz à minha rua
Olhando-as meu pensamento insinua
Da sua longa viagem acabaram de chegar
««»»
Felizes tagarelam após intenso voar
P'lo espaço celeste onde flutua
O doirado Sol e a branca Lua
Elas querem seus filhos portugueses formar
««»»
Seu trajar de preto e branco enternece
Seu voar elegante e veloz extasia
Seus ninhos unidos nos beirais mais parece
««»»
Aglomerado de castelos em fantasia
Cantando, acasalando como lhe apetece,
Formam lindo bairro d'alegria

João M. Grazina (Jodro)



Devaneando: Da ampla varanda do prédio onde moro, olho o espaço em redor concentrando-me com mais atenção a ver as aves vagueando por ali, em maior quantidade os pardais, algumas cegonhas, pombos e andorinhas que são as que mais me fascinam em voo deslumbrante, veloz, direi mesmo acrobático, porque há arte nesse voar.

Há períodos em que pousam nos fios condutores de electricidade que se estendem ao alto na rua, é encantador ver a quantidade destas aves que ali se juntam, foi olhando-as que me surgiu o poema que aqui divulgo. Acrescento que me enterneço a observá-las quando em azáfama na construção e em volta dos ninhos, que de barro esculpem plenas de habilidade.

"Jodro"



2 comentários:

caminhando disse...

Boa sorte no regresso deste original poeta do povo.

MouTal disse...

Além de poeta também é bom observador.
Um abraço.