14.11.07

Pra mim já não quero, obrigado!




"Neste panorama de carência, um dos contemplados com um novo carro de alta cilindrada foi o presidente do IGFIEJ, com um Audi Limousine 2.0TDI, de 140 cavalos. Esta viatura, sem o IA, custou ao Estado 38 615,46 euros, com 2831 euros de equipamento opcional, nomeadamente caixa de 6 CD, computador de bordo a cores, sistema de navegação plus, sistema de ajuda ao parqueamento, ... etc., etc., etc.."

O quê? Uma caixa só com 6 CD's? Sendo assim, desde já informo que não estou interessado. Pronto.

A Bem da Nação.



7 comentários:

uma_leitora disse...

Fico transtornada ao ver que no meu país isto se passa, estas poucas vergonhas de governantes que se dizem socialistas mas que mais não fazem que se preocuparem com os seus luxos pessoais, num Portugal no Sec XXI com tantos milhares de pobres que subsistem e vivem com ordenados ou reformas de miséria, sabe-se lá como conseguem.

Marco António disse...

O mais importante desta notícia ficou, quem sabe se intencionalmente, por dizer.

O importador da Audi no nosso país concedeu na venda desta viatura, a título excepcional dado o protagonismo do cliente, um crédito à taxa de 0% por um período de até 100 anos (1.200 meses); posteriormente veio a saber-se que o crédito não terá sido, exactamente, por 100 anos como algumas vozes mal intencionadas chegaram a propalar, mas tão só e apenas, por 97…

Dado o elevado protagonismo e pretígio do cliente e considerando todas as nuances do negócio, isenção de I.A. e IVA, crédito à taxa Zero por um período de 1.164 meses, o negócio não só se me afigura bastante interessante para as duas partes envolvidas, entidade vendedora e cliente, como para os milhares de contribuintes pagantes onde, naturalmente, eu me incluo, e que vêem nesta operação a sua taxa de esforço reduzida e diluída ao longo das gerações vindouras.

Marco António disse...

Informação acabada de chegar, via SMS, por uma fonte, amiga, que reputo da maior fidedignidade, dá-me conta de que afinal a duração do crédito concedido na venda do Audi a que fiz referência no meu comentário acima, não é de 100 anos, não é de 97 anos - e isto não se trata da venda de banha da cobra, meus Senhores - mas apenas, apenas de 75 anos!

Pela inverdade da minha primeira informação, por algum transtorno que tenha causado às entidades envolvidas e, sobretudo, aos milhares de contribuintes pagantes que, tal como eu, vêem defraudadas as suas expectativas na redução e diluição da sua taxa de esforço, quero apresentar as minhas desculpas.

bordadagua disse...

Com estas bombas voadoras os ladrões do lado da Justiça será que os assaltantes dos Multibancos vão ser apanhados?

Se forem foi um bom investimento.

bordadagua disse...

E as 60.000 fotocopias que o P.Portas tirou a documentos classificados ? Quem as pagou?Estava autorizado a fazê-lo?

Num País a sério já estaria com um processo em cima!
Por cá desculpa-se tudo,até quando?

Marco António disse...

As 60.000 fotocópias foram oferta da Rank Xerox pelo que o seu custo para o Ministério da Defesa foi, exactamente, igual a zero!

Há até quem afirme que foi devido à economia resultante da oferta dessas 60.000 fotocópias que foi possível constituir um fundo a partir do qual estão a ser pagas as pensões aos ex-combatentes do antigo ultramar, províncias ultramarinas, ex-colónias, aquilo que melhor convier a cada uma das diferentes convicções politico-partidárias.

Para aqueles ex-combatentes menos avisados e que têm reclamado, com alguma insistência, a miséria das pensões que anualmente lhes estão a ser concedidas, e eu serei mais um entre milhares, compreenderão agora que tudo se terá ficado a dever ao escasso número de fotocópias mandadas tirar pelo ex-ministro dado que, se em vez das 60.000 tivessem sido 6.000.000, e a ter-se mantido a generosidade, ao abrigo da Lei do Mecenato, da empresa ofertante, as pensões, por extrapolação, poderiam ter agora um valor 100 vezes superior o que, convenhamos, não seria nada mau.

A bem da dignificação das pensões dos ex-combatentes, que sejam tiradas paletes de fotocópias no ministério da tutela, que apareçam verdadeiros Mecenas a ofertá-las, e que o produto dessa oferta reverta, integralmente, para o fundo de pensões dos ex-combatentes daqueles territórios que foram Portugal e que hoje já não o são.

bordadagua disse...

No meu comentario das 22.35 de 14-11-07 cometi uma "gaffe":

-queria dizer

....com estas bombas voadoras do lado da justiça.....